sentimental
14 de junho de 2026
tua camiseta no varal inerte, cabisbaixa, lembrou uma coisa tua que eu queria muito poder abraçar agora algo de frágil e belo algo de humano e lindo uma melancolia leve e profunda ao mesmo tempo recolhi-a abracei-a deitei com ela de conchinha na cama e se ela tivesse ouvidos para ela falaria de amor saí de casa para estudar na biblioteca levei na mochila o computador cheio de fotos tuas cheio de músicas nossas filmes e séries que ainda vamos ver juntos na biblioteca abri a mochila e tirei dela o computador máquina de guardar memórias das viagens à praia e de poemas que escrevi pra ti só que eu me esqueci, vejam só de trazer junto o carregador eu me esqueci de carregar a dor por crer que é possível amar sem temer e que é possível viver sem dor. (para o Gustavo Passos, um esquecido que inspirou esse poema.)