Há algumas semanas, em que as chuvas eram mais frequentes que os dias de sol, eu redescobri o prazer de fotografar ao ar livre. E cada dia bonito que fazia era a oportunidade única de alimentar minha necessidade/obsessão de fotografar. Neste processo eu aprendi muita coisa e desenvolvi um gosto pelas linhas, manchas, fungos e toda forma de manifestação humana, biológica ou ecossistêmica nos muros da cidade.

E foi num dia, almoçando no RU, que descobri numa parede mofada as formas humanas “desenhadas” por fungos e a intervenção dos desenhos da Fernanda Manéa, cujo trabalho eu já conhecia e admirava. Foi uma surpresa muito agradável descobrir que a autora daquelas intervenções na parede estava indo almoçar e contemplar o próprio trabalho bem atrás de mim. Conversamos sobre os desenhos e eu fiquei muito feliz em conhecer a mentora de um trabalho tão instigador.

Desde então eu tenho refletido sobre o processo criativo e as interações entre artista, expectador e o trabalho em si e fico feliz por ter tanta gente criando coisas legais à minha volta. Espero encontrar artistas legais e dispostos a falar de seu trabalho como a Fernanda.

Um comentário para “”

  1. CAMILA! disse:

    tenho saudade dos teus posts!
    e de tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

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