Nesta semana eu acabei de ler uma edição da Super sobre psicopatia. Mentes Psicopatas é o título da edição que me prendeu à leitura por algumas horas (eu leio devagar). A revista faz uma análise bem geral sobre o que caracteriza um psicopata, as diferentes faces que a psicopatia pode assumir, como ela se manifesta na infância como funciona uma mente psicopata, analisa outros transtornos que levam à maldade e ainda conta histórias de psicopatas famosos ou de famosos que, mais tarde, foram diagnosticados por alguns especialistas como psicopatas.
O tema é curioso e interessante e a edição desmitifica muitos aspectos da psicopatia que ficam no imaginário popular por conta da literatura e do cinema, em filmes como Psicose, Silêncio dos Inocentes e Laranja Mecânica.
Como não lia a Super a algum tempinho, não pude deixar de notar que a linguagem utilizada tem sofrido modificações significativas quanto ao uso de expressões coloquiais, como no trecho que fala sobre Hitler na página 42: “Já foi diagnosticado com síndrome de Asperger, paranóia, narcisismo, depressão. Disseram até que tinha só uma bola.” Penso que as publicações estão revendo sua linguagem em função, talvez, da popularização dos blogs. Em ambos os casos a linguagem, muito mais próxima da que é falada no dia-a-dia, torna a leitura mais acessível. Mas receio que a mudança cause um certo empobrecimento na linguagem ao longo dos anos. Ok, talvez isso seja natural, porque a língua não é estática, evolui de acordo com os falantes. Pode ser impressão minha, que cresci lendo a revista. Pode ser uma série de fatores que escapam à minha percepção e também pode ser uma mudança positiva, por outro lado. Mas eu continuo com medo de ser emburrecida pelo mundo ao meu redor. Mansamente, sem me dar conta de nada. Seria isso paranóia? o.O
Eu não li essa edição, é uma especial, né? Adoro esse(s) assunto(s)…
Eu (tá, a mãe) assino a super… gosto muito mas, realmente, às vezes a linguagem que eles usam me faz sentir como uma pré-adolescente again.
Algumas matérias eu simplesmente pulo, quando acho que eles estão sensacionalizando (hãn?) e eles não dizem de onde tiram (fontes confiáveis)…
Mas, como eu disse, ainda gosto dela. Eu, particularmente, prefiro uma linguagem mais séria, me passa mais credibilidade. Quem sabe isso estimule os mais jovens a ler? Sei lá.
Pois é… Apesar dos pesares eu também continuo gostando da Super. Sim, é uma edição especial. Gosto edições especiais porque assim acabo lendo a revista inteirinha, sem ficar pulando partes.
amei