Arquivo da Categoria ‘exposição’

Mostra Panorâmica na Geleria dos Arcos -Usina do Gasômetro

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PanorâmicaDia 13/01, quinta-feira, será a abertura da Mostra Panorâmica na Galeria dos Arcos, Usina do Gasômetro. Da mostra participam alunos do Instituto de Artes – UFRGS, Famecos- PUCRS e Unisinos. As produções abrangem temas muito variados: corpo, espaço, arquitetura, trabalhos que dialogam de certa forma com a antropologia, ao retratar cenas do cotidiano de diferentes grupos humanos, como também pesquisas mais particulares. Há trabalhos muito bons ali, uma diversidade enorme de focos e pesquisas, fotografias para todos os gostos.

Será a terceira exposição coletiva da qual participo, sendo a primeira exclusivamente de fotografia. É a primeira vez que participo de forma tão intensa do processo de montagem e estou cheia de expectativas. Considero esta exposição uma importante parte do meu processo de aprendizado, uma boa oportunidade para ver as produções dos meus colegas do instituto e conhecer o que se passa nas demais instituições. E estou gostando bastante do que já vi até agora.

Gil Vicente na Subterrânea Atelier

terça-feira, 4 de agosto de 2009

No dia 6 de agosto a 5 de setembro o artista pernambucano Gil Vicente estará com a exposição Inimigos na Subterrânea Atelier.Trata-se de uma série de desenhos onde o artista se auto-retrata matando figuras como Elizabeth II, George Bush, Bento XVI, Jarbas Vasconcellos, Lula, entre outros.

Serão rifados 2 trabalhos do artista a R$ 5,00 o número. As rifas serão vendidas na abertura, a partir das 21h30.

A Subterrânea fica na Avenida Independência, 745 / subsolo, Porto Alegre. Mais detalhes podem ser conferidos no site do atelier.

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Reflexos Contemporâneos – A Figura

domingo, 19 de julho de 2009

Acontece em Porto Alegre, com abertura dia 23 de julho, às 23 horas, a exposição Reflexos Contemporâneos – A figura, com trabalhos de artistas selecionados no Projeto Leitura de Portfólios, realizado pelo Santander Cultural e coordenado pelo Associação Chico Lisboa. A mostra fica até o dia 4 de setembro na Chico Lisboa, Travessa dos Venezianos, 19, na Cidade Baixa e é aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 14 às 18h.

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A França invade Porto Alegre

segunda-feira, 13 de julho de 2009

É julho, encerra-se o primeiro semestre do ano letivo nas universidades brasileiras e há muita coisa para fazer, muita coisa para pensar e a necessidade de aproveitar ao máximo cada segundinho das férias tão esperadas. Seja na cama, tirando o atraso das madrugadas “perdidas” com trabalhos escolares, seja no cinema, ou no repouso dos olhos sobre as leituras adiadas durante a maratona estudantil. Meus olhos sedentos pela imagem precisam de algo que os satisfaça urgentemente. Hoje gastá-los-ei com a internet, na procura das possibilidades para o melhor aproveitamento desse tempo preciosíssimo, tão caro e tão raro.

E é em POA que se concentram as melhores opções culturais para este tempo bom, que não há de voltar tão cedo. De 13/07 a 30/08 o MARGS traz a França aos nossos olhos com a exposição Arte na França 1860-1960: O Realismo, com obras de ninguém menos que Cézanne, Van Gogh, Renoir, Manet e Picasso. De acordo com o site do museu, as obras estão lá desde a última quinta-feira, quando chegaram escoltadas pela polícia. Hoje haverá uma recepção especial para sortudos, felizes e ilustres convidados e amanhã é a abertura para o público. Visita obrigatória a todo estudante de artes que se preze. Também serão expostas obras  pertencentes ao acervo do MARGS de pintores que foram influenciados por estes e outros artistas europeus. Já no café do museu, temos a exposição fotográfica Imagens de France, com 20 fotografias de cidades francesas.

No Santander Cultural a exposição fotográfica Reflexio, que fica até agosto, traz a imagem contemporânea na França sob o olhar de Valérie Jouve, Suzanne Lafont, Patrick Tosani, Catherine Rebois, Eric Rondepierre e Jean-Luc-Moulène.

A Sala Redenção (Av. Paulo Gama, s/nº, Campus Centro – UFRGS. Telefone: 3308 3034) traz em cartaz o ciclo Nouvelle Vague: uma câmera na mão e uma idéia, com uma série de filmes que homenageia os 50 anos do novo cinema francês. A entrada é franca e os horários e sinopses dos filmes podem ser encontrados no Agendão da UFRGS.

E nem mesmo o FANTASPOA escapou da invasão francesa (uma invasão pra lá de positiva, sem dúvida)! O Quinto Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre exibe um set especial só de cinema fantástico produzido na França. Mais detalhes no site.

Atrações culturais não faltarão para estas férias. Em breve, se o tempo me permitir, continuarei postando coisas interessantes que eu encontrar por aí.

Do óbvio ao extraordinário

segunda-feira, 8 de junho de 2009

As circustâncias em que eu me encontrava em 2007, ano da 6ª Bienal do Mercosul, não me permitiram uma maior apreciação do evento. A quantidade de trabalhos expostos era imensa e uma tarde de passeio por Porto Alegre dividida entre a Feira do Livro e tantas outras coisas interessantes que aconteceram paralelamente não foi suficiente para ver tudo.

Felizmente existem as publicações das exposições da bienal, disponíveis em qualquer biblioteca de artes que se preze. A biblioteca do IA, por exemplo! Foi lá que me apresentaram Jorge Macchi como uma boa referência para o meu projeto de Fundamentos da Linguagem Visual. A pesquisa seguiu outro rumo e acabei utilizando outros referenciais. Mesmo assim, peguei o livro emprestado. Não resisti.

À primeira vista, o trabalho de Macchi pode parecer simplório ou mesmo sem sentido para um mero passante, que não busca aprofundamento ou a reflexão acerca do tema. O catálogo, entretanto, revela um trabalho simples, porém bastante sedutor. Ele provoca a reflexão através de objetos comuns que, retirados de seu contexto, adquirem densa profundidade emocional. Nas palavras de Gabriel Pérez Barreiro, “esses objetos passam por um processo de desfamiliarização a ponto do óbvio tornar-se extraordinário”.

Como minha pesquisa era, inicialmente, sobre artistas que trabalhavam com a apropriação de materiais impressos, como revistas e jornais, duas obras me chamaram a atenção.

O primeiro deles foi Música Incidental, em que o artista se apropria de histórias de violência e acidentes retiradas de tablóides sensacionalistas britânicos. Tais histórias foram dispostas em três páginas que formam grandes partituras musicais. Onde uma termina começa outra com um pequeno intervalo no papel. Cada intervalo forma uma nota musical. Ironicamente, estas partituras gigantescas formam uma música suave que foi tocada ao piano. Fones de ouvido pendurados no teto nos convidam a ler estas histórias acompanhadas de uma trilha própria.

Música Incidental, 1997. Técnica mista. 234 x 150 cm cada.

Música Incidental, 1997. Técnica mista. 234 x 150 cm cada.

O segundo, Un charco de sangre, utiliza o mesmo recurso de histórias recortadas de jornais. Neste, as linhas coladas convergem para um ponto central, onde se repete a o clichê jornalístico “em uma poça de sangue.”

En un charco de sangre - Detalhe.