Possibilidades se abrem em um leque ornado, como o que Marie Leszczinka tem em sua mão esquerda. O Google Art Project vem a solucionar alguns problemas na obtenção de imagens de obras de arte em boa qualidade e resolução, além de, honestissimamente, colocar as referências fundamentais a toda pesquisa de imagens que se preze: título, autor, dimensões, ano, técnica. Isso é bom porque centraliza estas informações, geralmente perdidas e nem sempre fáceis de encontrar. Acadêmicos de artes visuais, história, história da arte, publicitários, jornalistas, designers, professores e alunos. Uma série de gente se beneficia direta ou indiretamente destas informações.
Fora o básico, fiquei imaginando no quanto ganhamos em termos de pesquisas. Sem precisar ir até a Galeria Uffizi, eu posso ver detalhes em pinturas que eu já conhecia, mas que não havia olhado atentamente. E os detalhes, em determinados tipos de leitura, podem dizer muito sobre uma imagem: tanto da técnica quanto no que se refere a pesquisas iconográficas.
Mas pensei um pouquinho mais além. Viajei nas texturas, nos cabelos da Vênus nunca antes vistos de tão perto, apenas em reproduções pobrinhas de revistas nacionais, com as cores alteradas. Viajei nas transparências dos tecidos de Boticelli. Viajei nas possibilidades plásticas da pintura, ao longo dos séculos esmiuçadas, trabalhadas insistentemente. E em um outro uso interessante do empreendimento: banco de texturas. Criei um tobogã de texturas, para viajar debaixo dos caracóis dos cabelos da medusa, de Louis XIV, de Cupido e de Vênus. Divirtamos-nos!

Detalhes de: Medusa, 1595-1598, Caravaggio, óleo sobre tela, 55 cm de diâmetro; Cupid as Victor, por volta de 1601, Caravaggio, óleo sobre tela, 156.50x113.30 cm; Louis XIV, por volta de 1705, Antoine Benoist, pastel oleoso, 52.00x42.00 cm; O nascimento de Vênus, 1483-1485, Sandro Botticelli, têmpera sobre tela, 172.50x278.50 cm.
Dia 13/01, quinta-feira, será a abertura da Mostra Panorâmica na 
