Aos amantes de dança contemporânea, “Cem metros de valsa e um grama”

27 de março de 2011

Cem metros de valsa e um grama é o primeiro espetáculo do gênero dança contemporânea realizado no hall do Santander Cultural, em Porto Alegre. Da companhia de dança GEDA, com coreografia de Waleska Van Helden e direção de Decio Antunes, o espetáculo aborda questões como a paixão, obsessão e processo criativo do compositor F. Chopin traduzidos nos movimentos dos corpos dos dançarinos. Ao piano, Catarina Domenici se entrega ao compositor clássico em um belíssimo jogo cênico. Trazida ao instrumento por médicos em uma maca, lembra-nos do complexo quadro de saúde que culmina com a morte prematura do pianista, aos 39 anos. A singular gestualidade de Chopin ao piano também é lembrada pelas quatro bailarinas principais, que com delicados vestidos simulam seus gestos nervosos e a tosse, companheira de longa data.

O espetáculo é gratuito e vai até o dia 30 no Hall do Santander Cultural. De terça a sábado às 18h, aos domingos às 11h. Lembrando que as senhas são distribuídas 2 horas antes, sem choro nem vela. Não invente de chegar 20 minutos antes e querer entrar: são apenas 80 lugares, melhor não arriscar. ;-)

Apenas faço algumas observações com relação à organização: acredito que o mezanino do segundo andar, na ocasião fechado, ofereceria uma vista muito melhor. Além disso, o posicionamento dos bancos dificultou a visão. Quanto ao sistema de senhas, creio que deva haver uma forma melhor de distribuí-las, porque para assistir em um dia de semana, por exemplo, seria necessário que eu fugisse de uma aula à tarde (para retirar a senha) e faltasse a outra aula à noite para conseguir assistir. Fica difícil, não? Entretanto, se falamos de um espaço que está expandindo suas possibilidades de uso em iniciativas como esta, esperemos para ver como o mesmo se organizará em experiências futuras. E que sejam frequentes!

CEM METROS DE VALSA

Um Ponto ao Sul

27 de março de 2011

Neste terça-feira, dia 29/03, ocorre o lançamento do livro/projeto e instalação Um Ponto ao Sul, contemplado pala FUNARTE no edital de Estímulo à Criação Artística em Artes Visuais. O pianista e compositor Celso Loureiro Chaves realiza intervenção musical ao piano a partir do trabalho de Maria Lúcia Cattani. O evento será às 19 horas, no Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado, localizada na Rua Riachuelo, 1190.

DOIS

Google Art Project, um paraíso de texturas e cores

3 de fevereiro de 2011

Possibilidades se abrem em um leque ornado, como o que Marie Leszczinka tem em sua mão esquerda. O Google Art Project vem a solucionar alguns problemas na obtenção de imagens de obras de arte em boa qualidade e resolução, além de, honestissimamente, colocar as referências fundamentais a toda pesquisa de imagens que se preze: título, autor, dimensões, ano, técnica. Isso é bom porque centraliza estas informações, geralmente perdidas e nem sempre fáceis de encontrar. Acadêmicos de artes visuais, história, história da arte, publicitários, jornalistas, designers, professores e alunos. Uma série de gente se beneficia direta ou indiretamente destas informações.

Fora o básico, fiquei imaginando no quanto ganhamos em termos de pesquisas. Sem precisar ir até a Galeria Uffizi, eu posso ver detalhes em pinturas que eu já conhecia, mas que não havia olhado atentamente. E os detalhes, em determinados tipos de leitura, podem dizer muito sobre uma imagem: tanto da técnica quanto no que se refere a pesquisas iconográficas.

Mas pensei um pouquinho mais além. Viajei nas texturas, nos cabelos da Vênus nunca antes vistos de tão perto, apenas em reproduções pobrinhas de revistas nacionais, com as cores alteradas. Viajei nas transparências dos tecidos de Boticelli. Viajei nas possibilidades plásticas da pintura, ao longo dos séculos esmiuçadas, trabalhadas insistentemente. E em um outro uso interessante do empreendimento: banco de texturas. Criei um tobogã de texturas, para viajar debaixo dos caracóis dos cabelos da medusa, de Louis XIV, de Cupido e de Vênus.  Divirtamos-nos!

Detalhes de: Medusa, 1595-1598, Caravaggio, óleo sobre tela, 55 cm de diâmetro; Cupid as Victor, por volta de 1601, Caravaggio,  óleo sobre tela, 156.50x113.30 cm; Louis XIV, por volta de 1705, Antoine Benoist, pastel oleoso, 52.00x42.00 cm; O nascimento de Vênus,  1483-1485, Sandro Botticelli,  têmpera sobre tela, 172.50x278.50 cm.

Detalhes de: Medusa, 1595-1598, Caravaggio, óleo sobre tela, 55 cm de diâmetro; Cupid as Victor, por volta de 1601, Caravaggio, óleo sobre tela, 156.50x113.30 cm; Louis XIV, por volta de 1705, Antoine Benoist, pastel oleoso, 52.00x42.00 cm; O nascimento de Vênus, 1483-1485, Sandro Botticelli, têmpera sobre tela, 172.50x278.50 cm.

Oficinas de verão: atividades para aquecer a imaginação neste início de ano

29 de janeiro de 2011

Há um mês venho realizando oficinas junto ao espaço da loja Território Infantil. Uma loja de brinquedos pensados para desenvolver a criança e que conta com um material altamente recomendado para pais e educadores. São oficinas de arte e reciclagem voltadas para a faixa etária de 3 a 8 anos. Nas oficinas de arte, que ocorrem nas terças pela manhã, trabalhamos com diferentes técnicas, como a têmpera-ovo, gravura em isopor, entre outras, além de obras de artistas, como Portinari. Tudo isso sob uma perspectiva lúdica e procurando respeitar as características de cada faixa etária. As oficinas de reciclagem ocorrem na terça à tarde e têm tido bastante sucesso justamente por este caráter lúdico: iniciam sempre com uma brincadeira, uma motivação, um jogo de adivinhação de qual será a atividade do dia. Ambas as oficinas têm sido momentos de produção intensa, onde os participantes têm seu espaço de criação e diálogo com as propostas. E os pequenos me trazem idéias tão geniais que eu não hesito em colocar em prática! Em breve postarei o que andamos inventando. ;-D

Além das minhas oficinas, o espaço oferece oficinas de teatro e literatura, que também têm tido bastante sucesso entre a criançada.

Confira abaixo a programação desta semana:

Oficinas semana

3ª FEIRA – OFICINA DE ARTES – 3 A 8 ANOS – 01/fev – Criação livre com massa de modelar caseira.

*Trazer avental para vestir.

3ª FEIRA – OFICINA DE RECICLAGEM: 5 A 8 ANOS – 01/fev – Recriação do universo mágico de Bruxa Onilda com materiais reaproveitáveis.

5ª FEIRA – OFICINA DE TEATRO: 5 A 8 ANOS – 03/fev – Brincando com as palavras: A dramatização a partir da criação de histórias.

5ª FEIRA – OFICINA DE LITERATURA: 3 A 8 ANOS – 03/fevHistórias engraçadas. Criando histórias a partir de objetos, também utilizando como estímulo, os livros: “Quem parte, reparte”, de Tatiana Belinky e “A coisa”, de Ruth Rocha.


Para quem não conhece a loja, fica na Coronel Bordini, 245. É visitar e se sentir de volta à infância!

2ª FEIRA

3ª FEIRA

4ª FEIRA

5ª FEIRA

MANHÃ das 9:30 min às 11:30min

ARTES 3 A 8 ANOS

FERIADO

OFICINA DE TEATRO 5 A 8 ANOS

TARDE das 14h às 16h

RECICLAGEM 5 A 8 ANOS

FERIADO

OFICINA DE LITERATURA – 3 A 8 ANOS

Mostra Panorâmica na Geleria dos Arcos -Usina do Gasômetro

12 de janeiro de 2011

PanorâmicaDia 13/01, quinta-feira, será a abertura da Mostra Panorâmica na Galeria dos Arcos, Usina do Gasômetro. Da mostra participam alunos do Instituto de Artes – UFRGS, Famecos- PUCRS e Unisinos. As produções abrangem temas muito variados: corpo, espaço, arquitetura, trabalhos que dialogam de certa forma com a antropologia, ao retratar cenas do cotidiano de diferentes grupos humanos, como também pesquisas mais particulares. Há trabalhos muito bons ali, uma diversidade enorme de focos e pesquisas, fotografias para todos os gostos.

Será a terceira exposição coletiva da qual participo, sendo a primeira exclusivamente de fotografia. É a primeira vez que participo de forma tão intensa do processo de montagem e estou cheia de expectativas. Considero esta exposição uma importante parte do meu processo de aprendizado, uma boa oportunidade para ver as produções dos meus colegas do instituto e conhecer o que se passa nas demais instituições. E estou gostando bastante do que já vi até agora.

Alfajor de bolacha maria

3 de janeiro de 2011

Estava muito sem grana neste Natal e resolvi fazer meu próprio presente. Então criei uma receita facinha para adoçar a vida das pessoas que mais amo: alfajor de bolacha maria. Também estava com muita saudade de um alfajor muito semelhante que era vendido no extinto bar do Instituto de Artes da UFRGS, há um ano em reforma. Resolvi resgatar o sabor usando a criatividade e embalei em charmosas caixinhas de origami personalizadas. Segue a receita, de fazer lamber os dedos. =D

Ingredientes:

- Meio pacote de bolacha maria
- 300 gramas de doce de leite
- 500 gramas de chocolate meio amargo para a cobertura

Montagem:

Faça sanduíches com três bolachas maria e doce de leite à vontade. Derreta o chocolate em banho maria, tendo o cuidado de não deixar a água ferver para garantir uma cobertura lisa. Com uma colher ou espátula, espalhe a cobertura sobre os sanduichinhos já montados e leve à geladeira, para endurecer. Endurecida a cobertura, vire os alfajores e espalhe cobertura do outro lado. Leve novamente à geladeira (e segure a vontade mais um pouquinho, hehe).

Sugestões:
* Embalar em plástico filme é higiênico e prático, mas o papel alumínio garante a conservação pois, uma vez fora da geladeira, os alfajores tendem a derreter facilmente.
* Você pode poupar-se do trabalho de fazer os sanduíches de bolachinha usando o biscoito recheado de sua preferência. Vale também experimentar fazer com biscoito de mel, de leite (tipo Passatempo), usar Nutella ou massa de brigadeiro ao invés do doce de leite.
* Incremente, decore com nozes ou frutas secas sobre o chocolate ainda mole.
* Crie suas embalagens, é divertido e fica super especial!

Música, Ciência e Tecnologia

12 de agosto de 2010

Uma exposição de música eletrônica? Como assim? Isso mesmo! Teclados, sintetizadores, baterias eletrônicas, programinhas de edição. Trata-se da exposição Música, Ciência e Tecnologia, no Museu da UFRGS até o dia 22 de outubro.

Não entendo nada de música eletrônica, mas gostei muito de fuçar na aparelhagem toda e descobrir mais uma vez que existe todo um universo de possibilidades do qual nada sei. Além disso, achei bem interessante ter entrado em contato com toda uma aparelhagem que é responsável por uma boa parte do repertório de texturas sonoras que a gente acumula vendo filmes, escutando música e assistindo a seriados. Manipulando alguns sintetizadores me lembrei dos seriados que eu assistia na tevê, quando queriam simular a idéia de espaço. Zumbidos estranhos e barulhinhos agudos vibrantes eram super convincentes para as crianças que assistiam às sessões da tarde e que nunca haviam ido para o espaço ou visto extraterrestres.

7 de setembro de 2009

Há algumas semanas, em que as chuvas eram mais frequentes que os dias de sol, eu redescobri o prazer de fotografar ao ar livre. E cada dia bonito que fazia era a oportunidade única de alimentar minha necessidade/obsessão de fotografar. Neste processo eu aprendi muita coisa e desenvolvi um gosto pelas linhas, manchas, fungos e toda forma de manifestação humana, biológica ou ecossistêmica nos muros da cidade.

E foi num dia, almoçando no RU, que descobri numa parede mofada as formas humanas “desenhadas” por fungos e a intervenção dos desenhos da Fernanda Manéa, cujo trabalho eu já conhecia e admirava. Foi uma surpresa muito agradável descobrir que a autora daquelas intervenções na parede estava indo almoçar e contemplar o próprio trabalho bem atrás de mim. Conversamos sobre os desenhos e eu fiquei muito feliz em conhecer a mentora de um trabalho tão instigador.

Desde então eu tenho refletido sobre o processo criativo e as interações entre artista, expectador e o trabalho em si e fico feliz por ter tanta gente criando coisas legais à minha volta. Espero encontrar artistas legais e dispostos a falar de seu trabalho como a Fernanda.

O que é uma gravura?

19 de agosto de 2009

Bem, isto é o que vou descobrir este semestre nesta disciplina mágica na qual tive minha primeira aula hoje. Mas, por enquanto, divirto-me com a leitura de A Gravura, de Jordi Catafal e Clara Oliva, Editorial Estampa, que achei na biblioteca do IA, e também com os simpáticos textinhos e animações do site do MOMA, indicados pela professora Cattani. O primeiro me parece bem completo e abrange vários procedimentos em gravura. O segundo apresenta uma linguagem clara e animaçõezinhas bem queridas que mostram como os processos são feitos.

Na tentativa de tocar cavaquinho

8 de agosto de 2009

O Youtube tem se mostrado cada vez mais útil à medida que ganha maturidade como site e também na medida em que procuro por vídeos mais instrutivos. É o caso de quando quero aprender a customizar camisetas, fazer o penteado da Amy Winehouse, dobrar um origami e até mesmo aprender a tocar ou afinar um instrumento. Pois lá estava eu ouvindo Postcards From Italy, do Beirut, quando pensei que tocá-la não seria má idéia. Afinal, tenho um cavaquinho em casa, que o louco do Charles comprou pra aprender a tocar e necas! Como estava há anos sem uso, tive que aprender a afinar. E não faltaram vídeo para isso. Abaixo, dois exemplos disso: rapazes que se prestaram a gravar vídeos para ajudar os internautas aflitos.



Fui então procurar pelas cifras pra cavaquinho. Certo! Aparentemente fácil, se não fosse pelo som meio estranho que saía do instrumento. Alguma coisa estava errada: claro, eu nunca havia tocado isso antes! Então fui procurar por vídeos que mostrassem o Beirut tocando bem de pertinho e achei mais do que isso: duas boas-almas que ensinavam a fazê-lo passo-a-passo.



Bem, senhoras e senhores! Cá estou eu com um único problema: eu sei tocar violão. E isso se torna um grande problema quando tento adaptar meu corpo a esta coisinha aqui. Onde apoiar? Levanto o joelho e apóio no peito? Complicado, muuuuito complicado! Mas o programa mais divertido para um sábado chuvoso como este.